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Por Autofoz 09/03/2020

Todos os carros utilizam algum tipo de lubrificante para possibilitar a movimentação dos componentes internos do motor e câmbio e a falta de água e óleo leva a um dano catastrófico para motor e câmbio.

É baseado neste receio que os motoristas permitem a conferência do nível dos líquidos nos postos de abastecimento. Entretanto, para chegar no posto o motorista o faz com o carro ligado (óbvio!). E com o motor em funcionamento, é colocado o óleo e a água para circular pelo motor.
Para medir o nível correto dos líquidos, é essencial que o carro esteja frio e estacionado em terreno plano. Se não obedecer a estas regras simples, não é possível conferir os níveis corretamente. É necessário que todo o óleo em circulação no motor retorne ao cárter ou reservatório dedicado, bem como a água apresente seu volume real junto ao motor. Ou seja, quando você para no posto, com o motor já em funcionamento, haverá óleo e água pelas galerias de condução dos fluídos. Na vareta de medição do óleo e na conferência visual do nível da água, aparecerão quantidades menores do que a verdadeira no sistema. Ou seja, complementar a quantidade de qualquer um dos líquidos nesta situação até o ponto de máximo volume fará com que o motor trabalhe com fluídos além da capacidade permitida.
Os efeitos da água e do óleo em excesso são maléficos para o motor do seu carro, então, acredite que falar um cordial “não, obrigado” para o frentista é uma boa pedida.

  • Água em excesso.

Sabemos, por diversas formas, que a água – em temperatura mais baixa, logicamente – é capaz de resfriar superfícies metálicas com boa eficácia. O calor do motor é retirado pela água – esta, por sua vez, esquenta a ponto de vaporizar. Uma redução de pressão forçada faz com que a água retorne ao estado líquido, mas ainda em alta temperatura. O radiador faz com que o líquido passe o calor para suas aletas metálicas. Estas, por sua vez, são refrigeradas pelo ar. Com isso, o radiador dissipa o calor de forma eficiente e a água sai em baixa temperatura para novamente retornar ao motor e reiniciar o ciclo de refrigeração.
A quantidade de água necessária para refrigeração do motor em um circuito hermeticamente fechado (onde não há vazamentos de fluído) é calculado pelas equações de geração e transferência de calor.
Pouca água significa déficit de “material”, assim por se dizer, para troca de calor com o motor. Com menos calor retirado pro propulsor, o excesso vai se acumulando – e, com isso, a temperatura sobe. Mas e a água em excesso? O efeito é contrário: você tirará mais calor do que o ideal. Com o motor rodando abaixo da temperatura ideal, o óleo lubrificante terá uma viscosidade fora da ideal. As dimensões dos componentes também mudam, com a contração imprevista de ligas metálicas. E a temperatura ideal para que ocorra a combustão no interior dos cilindros também se afasta do previsto do fabricante.
E tem mais: o frentista colocará água da torneira no radiador do seu carro. Isso deve ser evitado ao máximo! O correto é usar água desmineralizada, sem os minerais presentes na água que podem oxidar os metais do circuito de arrefecimento do motor.

  • Óleo em excesso.

Não fique sem óleo no seu motor! Sem a fina película que se forma entre os componentes móveis, os mesmos ficarão impedidos de se movimentar e você terá um motor travado. Não obstante, o óleo auxilia a água na retirada de calor do motor.
Entretanto, o óleo em quantidade além do necessário junto das partes móveis do motor “escorre” para o interior da câmara de combustão e pode ser queimado junto do ar e do combustível. Com isso, a emissão de poluentes é infinitamente maior do que a esperada para o seu veículo. Além disso, o excesso de óleo junto às válvulas pode causar a carbonização, que é a deposição de resíduos carbônicos de queima incompleta junto a superfícies diversas.
A carbonização junto à sede das válvulas corrói os retentores responsáveis pela vedação do componente, além da própria intromissão do corpo estranho entre as válvulas, suas sedes e suas guias. A bomba de óleo sofre com a demanda de fluido excessiva da mesma forma que sua similar que movimenta a água. Além disso, os efeitos da refrigeração excessiva também podem ser sentidos pelo maior volume de lubrificante retirando calor das superfícies do motor. A maior pressão do fluido circulante força selos e retentores do motor, facilitando o vazamento não somente do volume excedente pelos pontos de rompimento da vedação. Pela maior quantidade de fluido circulante, eventualmente pode haver a degeneração mais rápida do filtro de óleo.

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