Regras de trânsito para o transporte de animais.

Regras de trânsito para o transporte de animais.

Regras de trânsito para o transporte de animais.

Assim como o transporte de crianças dentro do carro merece um cuidado especial por parte dos motoristas, o deslocamento de animais domésticos em veículos também segue algumas regras que resultam em mais segurança.


O mais correto é transportar animais de estimação dentro do veículo, no banco de trás ou no porta-malas, em uma caixa de transporte ou em uma gaiola, de acordo com a espécie, sempre com atenção para não prejudicar a visibilidade do motorista, visando o cuidado com o conforto e a segurança do animal.
Transportá-los nos bancos dianteiros, soltos dentro do carro ou até no colo de um passageiro, além de perigoso, é contra a lei e resulta em infração, como perdas de pontos na carteira e multa. Animais soltos podem pular pela janela, desviar a atenção do motorista e até mesmo causar acidente.


O uso de acessórios nos animais protege contra lesões provocadas por paradas ou por desvios bruscos, nas quais o animal pode acabar por se machucar ou ferir outras pessoas. Existem equipamentos e cuidados especiais para cada tipo de animal, por exemplo:


Cães - grades (indicado para animais de grande porte), caixas de transporte (ideais para viagens longas) ou cintos e coleiras, que ficam presos ao cinto de segurança do carro, nesse caso, a recomendação é o uso da coleira peitoral e nunca prender com arames ou cordas porque podem machucar ou até mesmo matar o animal.
Gatos - devem ser transportados apenas em caixas, pois se assustam com facilidade e são mais ágeis.
Peixes - devem ser deslocados sempre em sacos de plástico.
Pássaros - em gaiolas, devidamente cobertas com um pano, para o animal não se estressar com a viagem.

Exemplos de acessórios para cães e gatos.


1. Cintos de segurança: reduzem o risco de seu animal sair ferido em um acidente de carro, porque o mantém protegido e preso ao banco traseiro. Alguns modelos são adaptadores presos às coleiras peitorais, outros já são completos - basta fixar no encaixe do cinto do carro ou, em alguns modelos, junto ao cinto de segurança.
2. Caixas de transporte: as caixas devem ser resistentes, ventiladas e de acordo com as medidas do animal. As melhores possuem uma alça (pegador) para transporte, trava para fechamento das portas, grades (fendas) de ventilação, cantos arredondados para limpeza fácil e bastante espaço.
3. Grades de contenção: são divisórias de metal para limitar a circulação do animal dentro do automóvel. Existem modelos para o centro (entre os bancos dianteiros), os laterais, que impedem o cão que gosta de saltar pela janela, e ainda aqueles que restringem os cães à traseira de uma caminhonete. Porém, é importante lembrar que o animal pode se machucar em uma freada brusca, pois ele está “solto” na área em que escolheu transportá-lo.
4. Cadeiras e assentos: animais de pequeno e médio porte podem ser transportados em cadeiras específicas e preparadas para serem utilizadas com coleiras do tipo peitoral.


Documentação necessária para viajar.


Viajar com animal doméstico também implica em possuir documentação adequada, além dos quesitos de segurança – caixa de transporte adequada. Geralmente é necessário apresentar atestado de sanidade animal, com destaque para a comprovação de imunização anti-rábica, mas cada meio e cada país tem regras próprias e, ainda, cada empresa pode fazer exigências específicas:


Ônibus - não existe regra única para o transporte de animais em ônibus, seja interurbano ou interestadual. Em geral, as empresas aceitam apenas animais de pequeno porte, desde que estejam em recipientes adequados.
Aviões – atenção às normas dos países de destino e das companhias. Os animais devem viajar dentro de recipiente adequado a seu tipo e tamanho e ser à prova de fuga ou vazamentos. Geralmente o viajante deve fazer uma reserva para o animal com no mínimo 48 horas de antecedência. Os animais são transportados no compartimento de cargas, eles só podem viajar na cabine em casos especiais – dependendo do porte do animal - e com o pagamento de uma taxa suplementar.
Navio - geralmente não permitem que passageiros embarquem com animais de qualquer espécie ou tamanho.
Trem - os animais devem estar em contêineres especiais ou com coleira e focinheira.


*Observação: Tais regras não valem para cães-guia (cães treinados acompanhando deficientes visuais), que podem viajar dentro da cabine, sem taxa extra.


Para os demais animais (ovinos, caprinos, cavalos, peixes, aves; mamíferos silvestres, répteis, roedores etc.) o transporte deve acontecer com a apresentação de alguns documentos, como: a Guia de Transporte Animal (GTA), que tem validade de sete dias, para apenas um sentido da viagem, e pode ser obtida gratuitamente no Serviço de Sanidade Animal do Ministério da Agricultura ou com veterinários credenciados pelo ministério. Para viagens internacionais, é exigido o Certificado Zoosanitário Internacional (CZI), emitido gratuitamente pelos postos do Ministério da Agricultura e com validade de oito dias, apenas para um sentido da viagem. Além do GTA, podem pedir nota fiscal de produtor ou outro documento fiscal; atestado de exame clínico negativo; guia de transporte fornecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – IBAMA, no caso de animais silvestres; e atestados de vacinação.


Dicas gerais.


- Alguns animais, como os gatos, têm pavor de mudanças. Se esse for o caso do seu pet, a adaptação deve ser feita lentamente. Primeiro, o animal deve se acostumar a ficar no carro parado. Quando ele se sentir melhor, é hora de tentar usar o cinto de segurança ou a caixa de transporte. E, só depois, tentar andar com o carro;
- Deixe a janela aberta para entrar ar, mas só até a metade, para que o animal não queira e não possa sair do automóvel;
- No carro, nunca transporte o animal no banco da frente;
- Se você for levar a caixa de transporte no porta-malas, retire a tampa deste, para que não falte ar;
- Se você transportar o animal com o cinto de segurança apropriado, forre o local onde ele vai ficar. Algumas pet shops vendem tapetes higiênicos, que absorvem a urina, e outros tipos de protetores para o veículo;
- Em caso de viagem, ou mesmo de percursos longos dentro da cidade, alguns animais podem enjoar, sobretudo nas curvas. Pergunte ao veterinário que remédio e quantidade são mais indicados para resolver este problema;
- Para animais muito estressados, pode até ser o caso de dar um sedativo quando for necessário viajar. Mais uma vez, converse com o veterinário para saber que marca e dosagem são as mais recomendadas;
- É aconselhável não dar água, nem comida até três horas antes de viajar. Durante o percurso, porém, você pode dar comida e água quando parar na estrada. A quantidade deve ser controlada, menor do que a que você daria normalmente, para afastar o risco de enjoos e vômitos;
- Lembre que é proibido o transporte de animais de propriedade ou estabelecimento onde esteja ocorrendo doença infecto-contagiosa;
- Se parar o carro por algum tempo jamais deixe seu companheiro dentro do carro quando estiver sol ou muito calor. Os animais não conseguem dissipar o calor transpirando como nós e poderão sofrer de intermação (hipertermia), podendo chegar a óbito;
- Antes de transportar animais, mesmo os de estimação, procure orientação no posto de atendimento do Ministério da Agricultura que atende o seu município.


Fonte: transitoideal.com

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